Flu prep for all - anticipating flu season

Informações direcionadas à comunidade brasileira

By Nelson Sigelman
Published: September 24, 2009

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Antecipando a chegada da influenza sazonal, e com ela a ameaça da variedade mais perigosa conhecida popularmente como gripe suína (Influenza A, H1N1), os diretores do hospital de Martha's Vineyard declaram-se otimistas, mas estão preparando para enfrentar os piores casos imagináveis.

Tim Walsh, presidente executivo do hospital, diz que é impossível determinar como será afetada a população da ilha, mas que é necessário fazer preparações para todos os níveis de intensidade.

Um alto nível de infecções poderia trazer pacientes em excesso da capacidade do hospital (25 camas), necessitando a removação de pacientes para outros locais dentro do hospital. Resta ainda a questão de como suplementar a equipe médica se os profissionais e funcionários do hospital também ficarem doentes.

Diz Sr. Walsh que precauções básicas, como lavagem das mãos e vacinas, continuam sendo as mais efetivas medidas contra a transmissão de influenza.

No enquanto, autoridades médicas preocupam-se que a população brasileira da ilha, especialmente aquelas pessoas que não falam inglês, podem ficar sem informações e sem os conselhos necessários para se protegerem. Sr. Walsh diz que o hospital fornecerá avisos em inglês e português como parte de uma campanha informativa, e comunicará também com líderes das igrejas na comunidade brasileira.

Um anúncio bilíngüe de página inteira, destacável do jornal, aparece nesta edição do Martha's Vineyard Times, detalhando métodos para reduzir o risco de espalhar influenza. Diz Sr. Walsh que o hospital também está cooperando extensivamente com autoridades de saúde pública. "Através a ilha inteira, as pessoas estão reunindo semanalmente," comenta ele. "Acho que os agentes de saúde estão preparando bem, compartilhando dados, e criando planos."

O hospital faz parte de um projeto que montará uma clínica de imunização cobrindo a ilha inteira na quarta-feira, 11 de novembro, embora estas vacinas não protegerão contra a influenza H1N1.

Uma segunda clínica, separada, será oferecida mais tarde, assim que fôr disponível na ilha a vacina recentemente desenvolvida contra H1N1. Diz Sr. Walsh que o hospital fará parte da equipe que proporcionará as vacinas.

Apesar de todos estes planejamentos, o chefe do hospital permanece preocupado com a possibilidade que a influenza possa atingir severamente a nação e a ilha. Como parte da campanha, doutor Tim Tsai, diretor dos serviços de emergência médica, e Carol Bardwell, enfermeira executiva, estão considerando varios cenários, inclusive a possibilidade de que um grande número de casos possam esgotar os recursos existentes.

"Se não houver algo realmente imprevisto, trabalhando juntos acho que conseguiremos," diz Sr. Walsh.

Morte recente revela necessidade

No mês passado, gerentes do hospital reuniram-se para formular uma resposta à estação de influenza. A reunião veio logo após o falecimento de um jovem brasileiro devido à H1N1. Doutor Tsai disse que os gerentes concordaram que é importante montar uma campanha informativa pública direcionada também aos clientes brasileiros do hospital.

Em 14 de agôsto, Elton Barbosa, com 26 anos de idade e residente de Oak Bluffs, foi a primeira fatalidade confirmada da ilha causada pelo vírus H1N1, e a décima-primeira morte em Massachusetts, segundo as autoridades de saúde estaduais. Natural do Brasil, o jovem trabalhava na ilha como pintor de casas. O departamento de saúde pública de Massachusetts confirmou que a morte do rapaz foi causada pela H1N1, mas não divulgou qualquer outras informações sôbre o caso. A morte foi excepcional porque ocorreu num adulto cuja saúde era aparentemente boa, e que não apresentava complicações médicas pre-existentes. Leis estaduais e federais protejem a privacidade de informações médicas, e proíbem que os oficiais divulgam informações qualquer ao público.

Muitas pessoas na comunidade brasileira da ilha sabiam de Sr. Barbosa e se preocuparam sôbre a sua morte, mas poucos sentiram-se com liberdade para comentar aos jornais. Por isso, a sua estória ficou mal-reportada. Este fato preocupa as autoridades de saúde, pois surgere que possam haver outros membros da comunidade que não saibam previnir a espalha da infecção.

A primeira linha de defêsa: o quarto de emergência

O quarto de emergência do hospital provavelmente será a primeira linha de defêsa na batalha contra o surgimento da gripe. "A minha maior preocupação sôbre o quarto de emergência é que possamos ter um inverno bem, bem movimentado," diz Dr. Tsai. "Não somente com a influenza, mas com outras doenças também."

Um objetivo será de protejer os pacientes e os provedores de saúde. Placas no departamento de emergência avisam pacientes como prevenir a espalha de infecção. O hospital também adqueriu um bom estoque de luvas, máscaras e álcool.

Diz Dr. Tsai que além do resurgimento da H1N1, a influenza sazonal certamente irá voltar, assim como outras doenças comuns e víruses pediátricos. Esta combinação pode criar problemas, diz doutor Tsai. "Especificamente, estou consternado de que o quarto de emergências vai ficar lotado com pacientes," diz êle. "Para evitar essa possibilidade, Carol Bardwell já trabalhou muito, desenvolvendo um plano de manter a equipe de suporte. Eu estou fazendo a mesma coisa com os médicos, sabendo que é inevitável que alguns dêles vão ficar doentes também."

Dr. Tsai diz que os Centros de Contrôle de Doênças (Centers for Disease Control, CDC, cdc.gov/H1N1FLU/) conselha que qualquer profissional de saúde que contrata a influenza deve ficar em casa pelo menos uma semana e talvez mais, dependendo da severidade dos sintomas. "Se houver um surto de muitas pessoas e de longa duração, isto pode pesar demais nos médicos que continuam à trabalhar."

Contra o vírus H1N1, autoridades de saúde pública inicialmente irão vacinar provedores médicos, mulheres grávidas, pessoas com condições crônicas, e crianças entre as idades de seis e 18 meses.

Outra iniciativa será educativa. A CDC e o departamento de saúde pública de Massachusetts (Department of Public Health, DPH) já lançaram uma campanha informativa que divulga medidas preventivas para pessoas que pensam que podem estar doentes. As medidas incluem o conselho de ficar em casa em vez de ir ao quarto de emergência, para evitar a espalha de infecção se os sintomas estiverem leves e se o paciente não pertencer à uma categoria de alto risco.

O planejamento começou cêdo

"Começamos quatro anos atrás, trabalhando com os agentes de saúde e gerentes de emergência, para controlar qualquer tipo de pandemia de influenza que possa acontecer, ou não aparecer," diz Ms. Bardwell, "Ou qualquer outra coisa que possa causar um surto de pacientes indo ao hospital ou às clínicas da ilha."

Na sua posição de enfermeira executiva, Ms. Bardwell diz que ela sempre coordenou com oficiais de saúde e emergência da ilha. Este planejamento não é nada de novo.

A caraterística definitiva da H1N1 é que o nôvo vírus atinge vítimas de idades diferentes do que as da influenza sazonal, segundo Ms. Bardwell. A H1N1 afeta crianças e jovens mais severamente que adultos.

Se por acaso os trabalhadores médicos ficarem doentes, o hospital usará um grupo de voluntários que Ms. Bardwell está treinando, membros da reserva médica (Medical Reserve Corps, MRC). O governo federal fundou este grupo nacional depois da tragédia de 9/11. O sistema nacional reune pessoas com habilidades relacionadas à saúde, tão bem quanto cidadões voluntários. Êles servem como um time de reserva em momentos de emergência nas suas comunidades, conforme um comunicado de imprensa. Em caso de emergência, o hospital poderia depender de um grupo local ou estadual de voluntários para ajudar com serviços de suporte.

Existe também um plano para internar pacientes nos escritórios do hospital, se fôr preciso. "Temos um estoque de provisões e materiais que podemos usar se houvermos um grande número de pacientes," diz Ms. Bardwell. "Isso inclui comadres e vestimentos, coisas normais que se usa em pacientes."

Precauções básicas

Ms. Bardwell acrescenta que é importante que as pessoas mantenham-se informadas. O departamento de saúde pública (Department of Public Health, DPH) divulga várias precauções simples que podem ajudar parar a propagação do vírus H1N1 e outras doenças contagiosas:

• Lave as mãos frequentemente com água morna e sabão ou com uma loção baseada em álcool.

• Cubra o nariz e a boca com um lenço ao tossir e espirrar, ou tossa para dentro do cotovelo, não para dentro das mãos.

• Se você ou sua criança estiverem doentes com influenza, fique em casa em vez de ir ao trabalho ou à escola. Se precisar de atenção médica, telefone primeiro para que seu médico possa esperar sua visita e diminuir a possibilidade de que a sua doença possa contagiar outras pessoas.

• Fique informado/a sobre os últimos desenvolvimentos relacionados à influenza H1N1, visitando mass.gov/dph.

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